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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

A preparação da corrida

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O dia não podia estar melhor para a equipa ir para dentro de água testar o seu mais recente barco de corrida. Patrocínio novo, equipamentos novos, motivação no alto e as melhores condições para correr.

A máquina portou-se lindamente, o piloto deu o melhor de si e a equipa ficou contente com todo o seu trabalho de afinação, reparação e manutenção. Foi um dia em cheio e regressam todos a casa confiantes no seu trabalho.

Resta esperar que para a semana as condições se mantenham e que a equipa ganhe o título que há tantos anos persegue e que agora parece estar tão perto. Vai ser uma semana de nervos à flor da pele a preparar os últimos detalhes. Vai ser um dia de corrida sentido loucamente e que todos esperam de grande felicidade.

O mercado

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Os sons do mercado do oásis ouvem-se à distância. Os gritos das mulheres, ora regateando preços, ora chamando pelas crianças que insistem em fugir do seu olhar protector. Os sons dos muitos animais que o mercado junta: camelos, burros, ovelhas, cabras, que parecem curiosos uns com os outros e não páram de bradar bem alto. 

E os cheiros: do couro, da madeira, do metal, das especiarias, do azeite, do chá e do fumo...

É uma alegria percorrer o mercado que chega ao oásis uma vez por mês e apreciar todos os produtos que ali são apresentados: um novo tecido, um chá mais apurado, jóias mais bonitas que as do mês anterior. 

Juntam-se neste mercado gentes dos arredores. O tagarelar das mulheres é constante sabendo das novidades de perto e de mais além. Junto ao poço o vai-vem é constante para abastecer a caravana que em breve se fará ao caminho para levar o mercado a outras paragens.

Por agora é hora de regatear preços, elogiar cada produto, arrancar cabelos para conseguir o melhor preço e fazer o melhor negócio. 

Quetzal e Ariane

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O Quetzal carregava consigo um tesouro arqueológico de grande dimensão, que estava a ser deslocado de um dos ilhéus das Antilhas para o continente, a fim de ser estudado e divulgado.

Tragicamente, não resistiu a uma tempestade violentíssima e afundou-se, com a sua carga preciosa. Reza a lenda que o povo que habitava a pequena ilha de Anguilla foi escravizado por causa do tesouro que possuíam e a que curiosamente davam pouca importância. Muitos dos objectos do dia-a-dia eram de ouro, sendo o garimpo e o trabalho em ouro o seu passatempo preferido. Simplesmente desconheciam o seu verdadeiro valor, pois pouco contactavam com outras civilizações.

Quando o seu tesouro foi descoberto, foi cobiçado e todo o povo de Anguilla foi escravizado. Diz-se que ao perceberem a razão do que estava a acontecer, os homens da tribo amaldiçoaram todo o tesouro e a verdade é que grande parte dele foi perdido nas inúmeras tentativas de o retirar de Anguilla.

O tesouro que restava, encontrava-se em instalações temporárias, que se tornaram definitivas. O seu estado era decrépito e o número de visitantes extremamente reduzido. A maior parte estava catalogada, mas o isolamento do local nunca permitira estudos aprofundados.

O Quetzal tinha por missão a retirada do restante tesouro da ilha. Os organizadores desta missão não acreditavam nem queriam saber de maldições, mas simplesmente tudo correu mal.

Entra agora em acção o Arianne II, um submarino arqueológico, que já mergulhou nas águas mais profundas, escuras e estranhas desde planeta, para recuperar o tesouro agora perdido.

Que a sua sorte seja melhor que a do Quetzal!

Os vencedores da regata

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Foi a mãe que empurrou a Natália e o Jorge para a vela. Cansada de os ter sempre agarrados às pernas dela e de que só molhassem os dedos dos pés nas férias de Verão passadas na praia, arrancou-os da cama num Domingo de manhã depois da escola começar e largou-os na mão do Pedro, o instrutor.

A partir daí, os Domingos foram uma luta: eles, que não queriam ir e a mãe sempre a insistir que sim. Até ao dia em que num dia de vento particularmente difícil os irmãos tiveram que se desenrascar enquanto o Pedro dava uma ajuda a outra embarcação que entretanto virara.

Os irmãos primeiro ficaram meio aterrados, mas a verdade é que começaram a pôr em prática o que sabiam e as coisas correram tão bem, que ainda ajudaram outros companheiros. O Pedro percebeu nesse dia que talvez os irmãos tivessem um futuro promissor e foi exigindo mais um bocadinho deles.

Hoje, os irmãos venceram a "Regata da Baía". Receberam o troféu das mãos do Capitão do Porto e a mãe estava na primeira fila a tirar a fotografia.

Em guerra?!?

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Os homens da tribo estão num alvoroço. Dizem que o Homem Branco se aproxima cada vez mais dos seus territórios. Os mustangs e os búfalos mudaram os seus percursos habituais desviando-se dos seus locais habituais. São chacinados e mal tratados. Sabem já por instinto que devem fugir.

O território da tribo ainda não está ameaçado. A desolação da montanha nas estações mais extremas (Verão e Inverno) demove muitos de chegar ali. Mas uma coisa é certa, é sabido que tentarão chegar e entretanto há que ajudar as tribos cujos territórios sofrem já ameaças bem mais sérias.

Todas as armas da tribo foram recolhidas. Estão a ser afiadas, reconstruídas, reparadas. Estão a ser contabilizadas e já há gente encarregue de produzir novas.

Os índios mais jovens estão a ser iniciados na arte da guerra. A esconderem-se no mato, a criar emboscadas, a sobreviver e claro, a manusear todas as armas.

Há alguma tensão, mas por enquanto, é clara a certeza de que o Homem Branco não vencerá.

Uma ajuda preciosa

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Não há nada melhor que percorrer a floresta aos primeiros raios de sol.

Usufruir daqueles longos minutos em que ainda se podem ver os animais da noite a recolherem aos seus abrigos e os outros, aqueles que primeiro acordam, a iniciar um novo dia, em busca de alimento.

Perceber as flores a erguerem-se, gozando do calor da luz do dia que principia, deixando para trás o frio da noite, que encarquilha caules e folhas.

Sentir o gelo da madrugada a derreter e ver a terra acolher essas pérolas de orvalho.

Os dias no campo começam assim, bem cedo. Hoje é dia de apanhar batatas. O João e a Maria vão passar o dia a caminho do campo, carregar as suas carroças e levar as batatas acabadinhas de apanhar à cooperativa.

O trabalho não é difícil e passar o dia a atravessar a floresta para cá e para lá dá sempre origem a várias aventuras e peripécias.

Bom trabalho, meninos!

Resgate #2 | SET 3456 - Ambulância

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Adquiri há pouco tempo o SET 3456. Porém tem algumas falhas, nomeadamente:

- Luz azul do topo da ambulância

- Peça do perfusor que encaixa no gancho

- Tubo do perfusor e máscara da face

- Tubo preto do extintor

- Autocolantes

O que provavelmente me vai dar mais trabalho, é arranjar os autocolantes. Obviamente preferia ter uns originais. Em último caso terei que os fazer. Acho que vou passar os próximos tempos a escrutinar o ebay!

O peixe mais saboroso

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Nas águas frias e cristalinas do Rio Azul encontra-se o peixe mais suculento da região. Apesar do nome, Urso-Distraído sabe melhor do que ninguém o troço do rio para os pescar. Sai cedo pela manhã. Mal o sol se começou a espreguiçar e já está ele a saltar para dentro da sua canoa. Tem ainda um bom bocado para remar, até que por fim chega a uma parte do rio, mais baixa, cheia de pequenas pedras que formam pequenas grutas e reentrâncias. É aí que o peixe se esconde e abriga,  descansa e se reproduz. E onde a pesca é ainda abundante.

Noutras zonas do rio, a chegada dos homens sedentos de ouro, turvou a água e transformou a corrente límpida numa torrente de lama e detritos, assustando os peixes, matando-os e obrigando-os a fugir.

Por isso, Urso-Distraído não se ilude com a abundância desta parte do rio e pesca apenas o suficiente para si e para a sua tribo, ciente que o peixe em breve escasseará.

Ao chegar, o peixe é temperado com as ervas frescas acabadas de apanhar por Andorinha-Sorridente, que o sabe cozinhar como ninguém. O cheiro é intenso e delicioso. Não tarda que se espalhe e que o resto da tribo se aproxime para tomar a sua refeição.

O gangue da aldeia

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Próximas as idades, próximas as vontades e gostos por brincadeiras. Pés descalços e desalvorados, por onde passam deixam sorrisos atrás de si. Pedincham um bolo à Ti Maria, subtraem uma laranja no quintal do Tio Joaquim, tomam banhos de mangueira no terraço da Avó Bela e saciam a sede com a limonada do Zé do café.

Por onde passa, o pequeno grupo deixa atrás de si um rasto de gritos felizes e o cheiro dos pinheiros que trazem na roupa perdura, mesmo depois de já terem ido brincar para outro lado.

Ao Sábado, depois da catequese, roubam hóstias não consagradas e vão comê-las para a Fonte Velha.

Aos Domingos, o Padre Manuel deixa-os tocar o sino da chamada para a missa e em seguida assistem à missa no banco mais próximo do altar.

Brigam, mas logo arranjam modos de ser amigos outra vez. Dizem amiúde que já não se suportam, mas o que eles não suportam mesmo, é ficarem uns sem os outros.