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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Em fuga

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O suor escorre-lhe pelas costas. A respiração é ofegante e o coração bate descompassado e acelerado. Os músculos das pernas estão tensos como arame. As mãos agarram firmemente as rédeas. O olhar vigilante procura em cada trilho uma hipótese de fuga.

Atrás dele, os capangas do xerife procuram-no para o levar directamente para a forca. Num assalto mal preparado à dillgência, viu-se obrigado a matar à queima-roupa e traiçoeiramente, o condutor da mesma.

Há três dias que foge. Pouco ou nada tem comido. Resta-lhe saciar a sede em cada riacho que atravessa. A sua montada está no limite das suas forças. Tem as orelhas baixas e as patas tremem ante o esforço que lhe foi exigido. As narinas estão dilatadas e custa-lhe recuperar o fôlego.

Para piorar as coisas, acabaram de entrar em território índio. Já se ouvem os seus batuques e tambores e sente-se o cheiro de carne a assar. Provavelmente acabaram de matar um búfalo e estão a aproveitar cada bocadinho do animal, num ritual ancestral, que mistura sacrifío com agradecimento, aos espíritos que lhes permitem sobreviver.

Se não redobrar a atenção, o mais provável é ser caçado por algum sentinela índio. Entre a forca ou ficar sem o escalpe, os cenários disponíveis são pouco amigáveis...

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