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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

No pontão

O pontão é ponto de encontro certo para todos aqueles que têm na pesca a sua paixão. As conversas que se ouvem por ali dizem respeito às façanhas em dias de mar revolto, no maior peixe pescado, nas licenças absurdas que é necessário ter para pescar, no melhor isco a usar, enfim, é todo um vocabulário muito próprio de gente que se sente mais segura no balanço do mar, do que com os pés assentes na terra.

 

Júlio não é homem de mar. Prefere manter os pés em terra firme. Escuta cada conversa com um sorriso no rosto. É o seu entretém enquanto espera que o isco que escolheu atraia eficazmente a sua presa. Diverte-se com o entusiasmo, com as expressões e com cada pequena mentira aumentada, que ouve no pontão. Enquanto eles falam, ele apanha um, e outro e ainda mais outro peixe. No fim da safra e ao passar pelos tagarelas do pontão, deixa-os em silêncio e boquiabertos com mais uma pescaria repleta de êxito ali mesmo no pontão. Sem dramas, sem aventuras, sem excesso de entusiasmo, mas com muito sucesso.