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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

O peixe mais saboroso

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Nas águas frias e cristalinas do Rio Azul encontra-se o peixe mais suculento da região. Apesar do nome, Urso-Distraído sabe melhor do que ninguém o troço do rio para os pescar. Sai cedo pela manhã. Mal o sol se começou a espreguiçar e já está ele a saltar para dentro da sua canoa. Tem ainda um bom bocado para remar, até que por fim chega a uma parte do rio, mais baixa, cheia de pequenas pedras que formam pequenas grutas e reentrâncias. É aí que o peixe se esconde e abriga,  descansa e se reproduz. E onde a pesca é ainda abundante.

Noutras zonas do rio, a chegada dos homens sedentos de ouro, turvou a água e transformou a corrente límpida numa torrente de lama e detritos, assustando os peixes, matando-os e obrigando-os a fugir.

Por isso, Urso-Distraído não se ilude com a abundância desta parte do rio e pesca apenas o suficiente para si e para a sua tribo, ciente que o peixe em breve escasseará.

Ao chegar, o peixe é temperado com as ervas frescas acabadas de apanhar por Andorinha-Sorridente, que o sabe cozinhar como ninguém. O cheiro é intenso e delicioso. Não tarda que se espalhe e que o resto da tribo se aproxime para tomar a sua refeição.

O totem novo

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 Kayke tem em mãos uma tarefa árdua: daqui a alguns dias celebrar-se-á a festa das nove luas e a tribo ainda não tem totem, fruto de um fogo florestal que deflagrou e que inclusivamente destruiu parte do acampamento.

A tribo depositou em Kayke a responsabilidade de talhar um novo totem, reconhecendo a sua tremenda habilidade. É uma honra do mais alto nível e ele não quer defraudar as expectativas de todos.

Primeiro foi preciso encontrar a árvore certa: o tamanho em primeiro lugar e em segundo a maciez da madeira, para se poder trabalhar.

Encontrada a àrvore, foi preciso consultar os anciãos e escolher com eles os símbolos a entalhar, representativos da história da tribo: o grande chefe Águia Silenciosa, que arrancou escalpes em grande número e que defendeu os territórios da tribo desde tenra idade, o feiticeiro Raoni que salvou a tribo de uma doença particularmente mortífera e claro Anahí, a índia mais bela e que originara a maior descendência da tribo, entre tantos outros feitos.

O trabalho corre bem a Kayke. Está certo que completará a sua tarefa e que a tribo erguerá novamente o seu totem na noite de lua cheia do festival das nove luas.

A poção

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Ao pôr-do-sol, decorre a preparação da poção que os novos guerreiros da tribo irão tomar, na cerimónia que marca a sua passagem de meninos a homens.

Manda a tradição que a mesma seja preparada por uma jovem rapariga, já mulher, mas virgem, e este ano a escolha recaiu sobre Araci, que quer dizer Estrela d'Alva. Araci nasceu precisamente quando Vénus despontou no céu e logo o feiticeiro da tribo o assumiu como um excelente presságio.

Os ingredientes da poção devem ser o mais frescos possíveis, por isso, Ibiajara, cujo nome significa Cavaleiro do Planalto, está encarregue de ir onde for preciso buscar cada produto que Araci lhe pedir.

Todos estão em silêncio, excepto Itaji, o feiticeiro da tribo, que supervisiona cada momento e vai murmurando os seu feitiços, rezas e cantinelas, para que a poção desempenhe o seu papel mais logo, quando a noite cair.

Seguindo a pista

Milhafre-Veloz tem a árdua missão de encontrar água para a tribo. Aestação seca já vai adiantada e as reservas existentes nos locais habituais começa a escassear. Esta tarefa é de extrema importância para a tribo, pois se não for encontrada água em breve, a tribo terá que se deslocar para um novo território com mais recursos, e isso traz sempre conflitos, quer com outras tribos,quer com o homem branco.

 

Por isso, todos os anos MIlhafre-Veloz, que tem vindo a apurar a sua técnica, sabe que assim que a água começa a escassear, ele tem que partir e encontrar nas proximidades esse recurso tão precioso.

 

Uma das técnicas utilizadas, é seguir a pista de alguns animais, que mais tarde ou mais cedo também precisam de saciar a sede. É isso que Milhafre-Veloz está a fazer: olhos postos no chão,analisando cada pequeno indício que lhe possa indicar o trilho ulizado por qualquer animal até à água.

 

Caça ao urso

O dia hoje é atarefado. Desde cedo que a caça ao urso começara e finalmente acabara com êxito.

 

Urso Veloz e Puma Ligeiro têm agora a árdua tarefa de esquartejar o animal, aproveitando quase tudo do grande urso:

- a carne será fumada e alimentará a tribo durante algum tempo;

- a sua pele vai ser curtida e dará bons agasalhos de Inverno;

- os ossos servirão para construir ferramentas e serão transformados em adornos e amuletos, que serão trocados com outras tribos.

 

A Lontra Sorridente prepara uma refeição para os dois índios que em breve estarão esfaimados após este esforço.

Logo à noite, farão uma cerimónia de agradecimento ao Grande Espírito. Cantarão e dançaram noite fora, celebrando as conquistas do dia.

 

 

Negociações

O problema é que desde que começaram a garimpar perto do território índio, que o rio, outrora límpido e cristalino, é agora uma corrente de lama e pedras. Os peixes estão a morrer e as margens do rio, despidas de vegetação para facilitar o acesso ao rio, estão a ruir e a desviar o seu curso.

 

Os índios, que até há pouco tempo tinham água para beber e peixe para pescar em abundância, nada mais têm agora, do que um esquálido fio de água pardacento, que mal tem forças para correr. Em breve a tribo terá problemas para equilibrar a sua dieta e percorrem agora diariamente uma distância significativa, para assegurar o abastecimento de água à tribo.

 

Foi para negociar a utilização do rio que os homens mais importantes se reuniram. Os índios exigem que seja resposto o caudal do rio. Os homens brancos sugerem que a tribo se mude de sítio.

 

Prevêem-se negociaões difíceis... 

 

 

O filme

O estúdio de cinema Claquete Clik prepara um documentário sobe os índios das grandes planícies.

 

Uma das actividades mais frequentes destes índios, eram a caça de animais de grande porte, que os abastecia de carne, pele e couros para a confeção de inúmeros artefactos, sobretudo a cobertura das tendas cónicas (tipis) em que viviam pelo menos uma parte do ano.

 

É precisamente essa actividade Roberta a produtora escolhida para liderar este projecto e Roberto, o mais talentoso repórter de imagem do estúdio, que procuram reproduzir hoje. Para os ajudar, contam com o robusto Manolo, que encarnou na perfeição as características dos índios: aprendeu a montar a cavalo apenas com uma manta, a dominar a lança de caça, não a largando nem para ir às compras e passando a tomar banho no rio da floresta onde é filmado o documentário.

 

O urso Misha, apesar do ar feroz, é doce como o mel e por isso recebe guloseimas de toda a equipa.

 

 A película será um sucesso!

 

 

Conselho índio

A chegada da Primavera traz consigo a realização do grande conselho índio.

 

A tribo reúne-se para decidir algumas questões importantes:

- É preciso levantar o acampamento de Inverno e definir o local do primeiro acampamento da Primavera;

- As provisões escasseiam e é urgente repô-las;

- É importante também debater as questões ligadas à defesa da tribo, pois a cidade dos brancos tem crescido a olhos vistos e já há várias estradas a atravesar território índio;

- As crianças da tribo precisam de um novo tutor, para que possam aprender mais e crescer fortes em força e sabedoria índia.

 

Este é pois um momento particularmente importante na vida da tribo, por isso, antes de começarem os trabalhos, o grande feiticeiro executa um antiquíssimo ritual, sob a égide da águia-real, totem da tribo, para que tomem as melhores decisões.

 

Quase na Primavera

Não tarda, a Primavera chegará e o gelo que cobre o rio desaparecerá sob o calor da nova estação. 

Em breve a tribo poderá pescar novamente e abandonar por mais uns meses a dieta de peixe fumado a que agora estão limitados.

 

Os homens deitam braços e forças ao trabalho, pois construir uma nova canoa para a tribo leva muitas horas de trabalho. O trabalho vai adiantado e animado por uns raios de sol que timidamente se estendem por entre as nuvens.

 

A neve acumulada no Inverno já derreteu quase na totalidade. Os agasalhos de Inverno já não são usados e a vida da tribo decorre agora maioritariamente na rua.

As mulheres já instalaram a cozinha na rua e esforçam-se para inovar as refeições. Lutam todos os dias com a escassez de produtos característica do fim do Inverno e mal podem esperar pela Primavera que trará os frutos selvagens e as ervas aromáticas.

 

A tribo suspira pela chegada da Primavera!