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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Prisão do cavaleiro

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A velha torre da floresta é a masmorra do reino. Escondida bem no coração da floresta, as suas entranhas são escuras, húmidas e fétidas e estão carregadas de malfeitores, pequenos ladrões e assassinos. Pelas suas paredes de pedra escorrem fios de água sem parar, como se a própria prisão se sentisse triste com o seu destino.

Há vários dias que numa das suas celas está um dos cavaleiros do reino, que desgraçadamente se envolveu com dois bandidos que o incriminaram de vários roubos. Os seus companheiros têm sido incansáveis e finalmente conseguiram provar que tudo não passou de uma traição e que o seu amigo é inocente.

Finalmente hoje, os cavaleiros trazem autorização para a libertação do seu companheiro de armas. Trazem roupa lavada, comida e sobretudo uma grande alegria no coração. Mal podem esperar para irem todos juntos beber uma caneca de cerveja.

Sir Paul

 

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Líder carismático de dezenas de cavaleiros, Sir Paul sucumbiu finalmente perante a espada de um salteador, enquanto percorria a cavalo as terras que obtivera como recompensa das suas várias campanhas contra infiéis e na defesa do reino.

Formou inúmeros cavaleiros, mostrando-lhes com o seu exemplo a serem corajosos no campo de batalha e homens sérios e dignos de confiança no seu quotidiano.

Era reconhecido em qualquer canto do reino e os pequenotes fizeram dele o seu herói e até as raparigas mais rebeldes, levadas pelo seu carisma, brincavam com a espada e aprendiam a montar às escondidas.

Dono de um olhar profundo e de um sorriso contagiante, diziam que conseguia domar o corcel mais selvagem com o tom da sua voz e o toque das suas mãos. Nunca foi possível confirmar a veracidade deste rumor, mas a verdade é que quando ele entrava nas cavalariças e fazia soar a sua voz, os animais mais inquietos acalmavam. Era frequente ordenar que colocassem água fresca e reforçassem a dose de ração dos animais.

Pérola Negra, o seu cavalo, reconhecia o seu assobio ao longe e trotava alegremente ao seu encontro quando andava a pastar pelos campos. Nunca tinha cicatrizes de esporas e andava sempre com o pêlo lustroso.

A aldeia em peso prepara-se para se despedir do cavaleiro, depois de terem organizado uma gigantesca caça ao salteador assassino.O seu corpo jaz pendurado com o pescoço partido, na torre da igreja.

Dizem que o próprio Rei virá ao funeral de Sir Paul.

Uma surpresa

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Inesperadamente, a sombra do rei surge na entrada da sala da guarnição, que bebia animadamente um pouco de cidra, após terem terminado a sua jornada de trabalho.

Seria inútil e totalmente patético tentarem esconder o óbvio, por isso, resignados a que seriam certamente castigados, caíram de joelho por terra, de rosto fechado, saudando o seu monarca.

O rei entrou de mansinho e pediu com um gesto que se levantassem. Imediatamente atrás dele, entrou o seu criado pessoal, com a cadeira real, que colocou junto da mesa, após o que saiu rapidamente, fechando a porta atrás de si.

O rei dirigiu-se ao jarro da cidra e encheu generosamente um copo para si. Bebeu sofregamente os primeiros golos e estalou ruidosamente a língua em sinal de aprovação. O silêncio instalara-se, pois nenhum dos cavaleiros sabia muito bem o que fazer ou dizer, por isso mantiveram-se calados, de olhos postos no chão, aguardando o desfecho do momento. Sentando-se e recostando-se na sua cadeira, o rei finalmente dirigiu a palavra aos súbditos:

- Façam como se eu não estivesse aqui. Estou cansado das intrigas de minha esposa, das tristes figuras dos bobos da corte e de todos os nobres bajuladores que enchem a ninha corte! Preciso de genuidade. Encham novamente os vossos copos, sentem-se mais um pouco e façam de conta que não estou aqui. Só preciso de alguns minutos para ganhar forças!

Bosque encantado

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Dizem que o bosque está encantado.

Conta-se que era aqui que a princesa Hannah se encontrava com Aragorn, o escudeiro que cuidava do seu corcel, e que o seu amor teria crescido de forma tão profunda como as raízes das suas árvores frondosas.

Certo dia, numa batalha desigual contra um grupo de salteadores, Aragorn perecera e Hannah passou a passear no bosque sozinha e triste. Sentindo falta daquele amor puro, feliz e transparente, o bosque tornou-se mais sombrio e as folhas das árvores adquiriram uma tonalidade mais escura.

Após a sua morte, Hannah foi aqui sepultada e desde essa dia que o bosque passou a reagir à passagem de casais enamorados. Sempre que sob os seus ramos passeavam corações apaixonados e que o seu riso preenchia o ar, o bosque tornava-se mais claro, as flores desabrochavam exibindo com orgulho as suas cores e os animais despertavam da sua letargia e dançavam por aqui e por ali, gozando desta mudança.

Por isso dizem que o bosque está encantado. Porque os apaixonados saiem dali de coração cheio de amor renovado. Dizem que a princesa Hannah é a fada do bosque.

O regresso

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A jornada foi longa por terras distantes. Há muitos meses que o corpo cansado de George se ressente com saudades do conforto da sua terra, da sua gente e do seu amor.

Conheceu um pouco mais do mundo, mas reconhece agora que a melhor parte desse mundo está ali, naquele pequeno recanto do bosque, naquela pequena casa e nos braços de quem lá está dentro e o espera de coração apertado, desde o dia em que partiu.

Lágrimas de felicidade teimam em sair cá para fora. Houve momentos em que teve a certeza que não regressaria aqui. Houve batalhas duras e cruéis que o fizeram duvidar de que voltaria a ver a sua mulher.

Traz consigo algumas moedas, que permitirão viver desafogadamente algum tempo, mas traz também marcado na alma a crueldade da guerra e a certeza do quão insana e sem sentido esta se pode tornar.

Regressou e isso é o mais importante. Agora o tempo encarregar-se-á de o fazer esquecer os gritos dos cavaleiros que assim procuravam espantar o medo, o relincho dos cavalos aterrados e o barulho de metal contra metal nas escaramuças corpo a corpo, que agoram povoam a sua cabeça e pior que tudo, também os sonhos.

O guardião da torre

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Num recanto dissimulado algures na floresta, permanece oculto a olhares indiscretos um dos postos bélicos mais importantes do reino. A floresta é particularmente sensível a ataques inimigos, pois fornece o abrigo necessário a ataques furtivos. Assim, é necessário vigilância constante e o conselheiro do reino em matéria de estratégia de guerra, aconselhou o rei a criar um posto avançado.


O Samuel é o guardião da Torre da Floresta, que encerra no seu interior armas suficientes para rechaçar algum ataque surpresa. Samuel tem por missão, garantir que as armas se encontram nas melhores condições para que possam ser utilizadas a qualquer momento. Todos os aldeãos a partir dos 12 anos têm treino elementar básico, cuja instrução é ministrada por Samuel.


As chaves da Torre da Floresta estão junto das chaves da sacristia da igreja da aldeia. Sim, Samuel é também o padre da aldeia. Iniciado como cavaleiro templário, fez os votos depois de ter participado numa cruzada. A Torre da Floresta permitiu-lhe conciliar os conhecimentos bélicos, com o amor a Deus. É uma vida um tanto estranha, mas estão todos felizes: os aldeãos (que dizem nunca ter tido um padre que os compreendesse tão bem), o Rei (que já evitou males maiores com esta estratégia) e o próprio Samuel (que encontrou assim uma forma de ser feliz).

Garreth e Boors

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O brinde é merecido. Garreth e Boors acabam de regressar de uma jornada de luta pelo bem.

A pedido do rei, estiveram a patrulhar a Estrada dos Mercadores, pois os seus utilizadores eram frequentemente assaltados violentamente, por um bando de malfeitores, que se divertiam a aterrorizar as gentes que ganhavam a vida honestamente.

Foram vários os mercadores que se apresentaram perante o Rei, e lhe pediram protecção, pois a Estrada estava a ficar perigosa e era cada vez menos utilizada, com prejuízo de todos. Assim, o Rei Artur encarregou dois dos seus cavaleiros da Távola Redonda, que lhe trouxessem esses malfeitores, para ele próprio os julgar.

Depois de um mês a dormir na beira da estrada, emboscados e a preparar várias investidas, os cavaleiros atingiam os seu objectivo: capturaram quatro dos malfeitores e dois outros acabaram por morrer à espada dos cavaleiros, recusando render-se. 

Os calabouços do castelo têm hoje novos inquilinos e Garreth e Boors, poderão finalmente tomar um banho e dormir em casa com as suas famílias, com o sentido de dever cumprido.

Gawain

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Gawain e Beth conheceram-se no banquete de aniversário do reino. Trocaram olhares fugidios e envergonhados. Depois, à medida que a cerveja foi saciando a sede dos convivas, tanto um como outro procuravam tocar-se timidamente: um roçar de ancas aqui, um toque de braços ali e surgiram assim os primeiros sorrisos.

Depois do jantar, todos dançaram alegremente até tarde e por mais de uma vez, Gawain e Beth puderem trocar alguns passos e dar as mãos por breves instantes.

O banquete terminou quando os primeiros raios de sol beijaram a terra, acordando suavemente todas as criaturas. Separaram-se pois, sem saber se teriam oportunidade de se voltar a ver. Ela dirigiu-se para a cozinha, que havia muito para arrumar. Ele foi para o campo de treino arrumar todo o equipamento usado nos jogos com que presentearam o rei.

Já a manhã estava a terminar, quando Beth, exausta, deixou o castelo. Parou uns instantes, recebendo o calor dos raios de sol que a envolveram, saboreando por fim algum silêncio. Foi então que ouviu os cascos de um corcel. Voltou-se e reconhecendo Gawain, sorriu. 

Guarda de honra

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Hoje o castelo está vestido de gala. Guinevere, visitará o reino e muito provavelmente serão acertados os pormenores do seu casamento com o Rei Artur. O rei está exultante e supervisionou ele próprio a confecção do jantar, assistiu aos ensaios dos bobos e passou revista aos seus cavaleiros, verificando se as suas armaduras estavam bem brilhantes.

Merlin, ciranda por ali, resmungando que não concorda com este casamento. Mas é incapaz de vergar a vontade do rei. Ele está apaixonado.

Desde cedo que o castelo tem a guarda de honra à porta, não vá Guinevere aparecer antes do esperado. Os estantartes foram lavados e engomados e ondulam ao vento, mostrando a todos as armas do Rei Artur. As janelas e postigos do castelo foram abertos de par em par, para arejar e foram espalhados raminhos de rosmaninho pelos corredores, para dar ao castelo um ar confortável e caseiro. Tudo está a ser feito para que Guinevere se sinta bem e feliz.

Percival e Kay

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Percival e Kay são primos. As sua primeiras espadas foram de madeira, construídas pelas próprias mãos e que foram sendo melhoradas e aperfeiçoadas à medida que cresciam. Ardia no coração de ambos a vontade de construir uma terra mais justa. Os seus pais trabalhavam no campo de sol a sol, praticamente sem dias de descanso. Os impostos reias além de injustos eram insuportavelmente pesados e quase todas as famílias viviam no limiar da pobreza.

Desde que o Rei Artur tomara o seu lugar no trono, as coisas começaram a mudar um pouco e dizia-se que escolhera alguns cavaleiros de confiança e que os enviava pelo reino fora, para que terminassem com as injustiças sobre o povo. O rei acreditava que se o povo estivesse feliz, o reino seria muito mais próspero.

Percival e Kay trabalharam com esforço e adquiriram as suas espadas. Treinaram para ser cavaleiros e hoje partem, para depositarem aos pés do rei as suas espadas. Pretendem colocar-se ao serviço do bem,da justiça e da honra. Sonham ser cavaleiros da Távola Redonda!