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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Windsurf: Primeira aula

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As aulas de windsurf começaram hoje. Desde pequeno que o Pedro é frequentador das águas calmas da baía. Começou a chapinhar nas poças, depois atreveu-se a mergulhar do cais, atravessou a baía a nado. Experimentou a vela, a canoagem, o mergulho, o kite surf e o stand-up paddel, mas a sua paixão é o windsurf.

Hoje, depois de vários anos a dominar a técnica, inaugurou as primeiras aulas de windsurf na baía. A Casa dos Pescadores, colectividade local, apoiou a sua ideia e arranjou algumas pranchas e velas para os principiantes.

O Pedro espera transmitir a sua paixão aos alunos e quem sabe organizar os distritais do próximo ano e até ter algum dos seus alunos nos primeiros lugares! 

Perigo no mar

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Encharcados e cansados, os pilotos acabam de chegar. Quem vê agora o mar e o céu, não diz que ainda há pouco mais de uma hora, esta gente estava a enfrentar vagas de vários metros de altura e uma chuvada como há muito não se via.

Tiveram por missão, conduzir para dentro da barra um petroleiro que precisa de reparações, e cujo estaleiro se situa à entrada do estuário.

Subir para o navio já foi uma aventura, mas o verdadeiro desafio foi trazer para dentro da barra um navio de dimensões tão grandes com aquele temporal. As condições eram tão adversas e tantas as dificuldades, que por várias vezes quase desistiram.

Demoveu-os o facto de o navio não estar nas melhores condições e de correr sérios riscos de sucumbir, o que seria um grave desastre ambiental.

Decidiram, apesar das dificuldades, levar o navio para dentro da barra, onde estaria um pouco mais abrigado e a salvo de algum desastre.

E foi assim que, com a ajuda dos rebocadores, se esforçaram ao máximo e que conseguiram! A esta hora, o navio já estará a chegar ao estaleiro, onde irá sofrer as intervenções necessárias.

Quanto aos pilotos, vão a caminho do Neptuno, o bar mais conhecido do cais, com mais uma história de gente valente, para contar.

A preparação da corrida

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O dia não podia estar melhor para a equipa ir para dentro de água testar o seu mais recente barco de corrida. Patrocínio novo, equipamentos novos, motivação no alto e as melhores condições para correr.

A máquina portou-se lindamente, o piloto deu o melhor de si e a equipa ficou contente com todo o seu trabalho de afinação, reparação e manutenção. Foi um dia em cheio e regressam todos a casa confiantes no seu trabalho.

Resta esperar que para a semana as condições se mantenham e que a equipa ganhe o título que há tantos anos persegue e que agora parece estar tão perto. Vai ser uma semana de nervos à flor da pele a preparar os últimos detalhes. Vai ser um dia de corrida sentido loucamente e que todos esperam de grande felicidade.

Quetzal e Ariane

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O Quetzal carregava consigo um tesouro arqueológico de grande dimensão, que estava a ser deslocado de um dos ilhéus das Antilhas para o continente, a fim de ser estudado e divulgado.

Tragicamente, não resistiu a uma tempestade violentíssima e afundou-se, com a sua carga preciosa. Reza a lenda que o povo que habitava a pequena ilha de Anguilla foi escravizado por causa do tesouro que possuíam e a que curiosamente davam pouca importância. Muitos dos objectos do dia-a-dia eram de ouro, sendo o garimpo e o trabalho em ouro o seu passatempo preferido. Simplesmente desconheciam o seu verdadeiro valor, pois pouco contactavam com outras civilizações.

Quando o seu tesouro foi descoberto, foi cobiçado e todo o povo de Anguilla foi escravizado. Diz-se que ao perceberem a razão do que estava a acontecer, os homens da tribo amaldiçoaram todo o tesouro e a verdade é que grande parte dele foi perdido nas inúmeras tentativas de o retirar de Anguilla.

O tesouro que restava, encontrava-se em instalações temporárias, que se tornaram definitivas. O seu estado era decrépito e o número de visitantes extremamente reduzido. A maior parte estava catalogada, mas o isolamento do local nunca permitira estudos aprofundados.

O Quetzal tinha por missão a retirada do restante tesouro da ilha. Os organizadores desta missão não acreditavam nem queriam saber de maldições, mas simplesmente tudo correu mal.

Entra agora em acção o Arianne II, um submarino arqueológico, que já mergulhou nas águas mais profundas, escuras e estranhas desde planeta, para recuperar o tesouro agora perdido.

Que a sua sorte seja melhor que a do Quetzal!

Os vencedores da regata

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Foi a mãe que empurrou a Natália e o Jorge para a vela. Cansada de os ter sempre agarrados às pernas dela e de que só molhassem os dedos dos pés nas férias de Verão passadas na praia, arrancou-os da cama num Domingo de manhã depois da escola começar e largou-os na mão do Pedro, o instrutor.

A partir daí, os Domingos foram uma luta: eles, que não queriam ir e a mãe sempre a insistir que sim. Até ao dia em que num dia de vento particularmente difícil os irmãos tiveram que se desenrascar enquanto o Pedro dava uma ajuda a outra embarcação que entretanto virara.

Os irmãos primeiro ficaram meio aterrados, mas a verdade é que começaram a pôr em prática o que sabiam e as coisas correram tão bem, que ainda ajudaram outros companheiros. O Pedro percebeu nesse dia que talvez os irmãos tivessem um futuro promissor e foi exigindo mais um bocadinho deles.

Hoje, os irmãos venceram a "Regata da Baía". Receberam o troféu das mãos do Capitão do Porto e a mãe estava na primeira fila a tirar a fotografia.

Sailors

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Pela mão do avô pisaram pela primeira vez descalços as pedras húmidas do cais. Foi a voz ríspida do avô que os ensinou a caçar as velas e a ter atenção à retranca sempre que a embarcação mudava de direção. Foi a paixão do avô pelo mar que se infiltrou em cada pedaço do seu corpo e os fez dizer desde pequeninos, que queriam ser marinheiros. Foi o olhar apaixonado do avô que lhes mostrou a beleza do mar, fosse dia de sol ou de temporal. Em bebés, muitas foram as noites em que só o avô os conseguia adormecer quando enroscados uns nos outros, no fundo do barco, eram embalados pelas ondas do mar. 

Hoje terminaram o seu curso na Escola Naval, ambos com a melhor nota da sua turma. Hoje são marinheiros e estão prestes a viver a sua vida como sempre quiseram: a balouçar nas ondas do mar.

Aventuras subaquáticas

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São muitas as histórias e lendas que se contam desta baía. Desde sempre, porto de abrigo de piratas e local propício para escaramuças originadas por tesouros malditos. Nas suas águas descansam vários couraçados e muitas dezenas de almas.

Não admira portanto que este seja um local peferido de tantos e tantos megulhadores, curiosos amadores ou fervorosos historiadores, que procuram cada um à sua maneira descobrir um pouco mais dos mistérios afundados na baía.

Hoje o ceú confunde-se com o mar, misturados num cinzento carregado. O dia pouco convidativo não impede que se faça mais um mergulho. Conta-se que num dia como o de hoje, se afundou nestas águas um galeão que levava a bordo a filha do General Martin. Rosa seguia a caminho de um convento, mas ao peito levaria um medalhão com o rubi do tamanho de um punho fechado. Diz-se que lhe fora oferecido por Roger o pirata mais mal afamado daquele tempo e que estariam perdidos de amor. O General Martin mandara interná-la num convento, até que lhe passasse a paixão, desconhecendo o pequeno tesouro que ela levaria e que lhe recordaria cada dia o seu amor.

Após o naufrágio, conta-se que uma luz encarniçada seria visível, sempre que  Roger navegava naquelas águas.

Será que é hoje que a jóia é encontrada?2

Grandes pescarias

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A alcunha do Manel é o "canas". Se perguntarem no cais pelo manel canas, rapidamente obterão resposta acompanhada de um largo sorriso. todos ali o conhecem e sabem melhor que ninguém onde o encontrar: alguns degraus abaixo nas velhas escadas do fundo do cais.

Na verdade, o Manel chama-se Vitor, mas já ninguém se lembra porque lhe chamam assim. O "canas" é bem mais simples de lembrar: desde gaiato que lhe conhecem a paixão pela pesca. viram-no crescer a caminho do cais, coleccionando canas, umas oferecidas, umas compradas e outras tantas trocadas. Pouco tempo as canas lhe paravam nas mãos, sempre em busca da cana perfeita.

Poucos conhecem tão bem os humores das águas do cais e se o Manel não está por ali, é porque nem vale a pena tentar lançar a linha, que é certo que será uma pescaria falhada.

 

Hora de partir

É manhã cedo.O sol inunda o convés, aquecendo as costas do pessoal que a esta hora já leva algumas horas de trabalho. O dia começou ainda o sol não se levantara.O material de pesca está limpo e arrumado. Os mantimentos para alguns dias no mar estão carregados. A rota foi traçada de acordo com os dados meteorológicos mais recentes.

O "Stella Maris" está pronto para mais uma missão: regressar com o convés carregado de atum, bacalhau e espadarte. A boa disposição reina a bordo e as amarras são soltas ao som de velhas canções inventadas há muito por velhos lobos do mar há muito desaparecidos.

As crianças da vila, vieram vê-los partir e ficam no cais a acenar até os braços doerem e até o padre fez questão de os abençoar na partida. Todos esperam vê-los de regresso, daqui a uns dias, com a missão cumprida.

Bons ventos, Stella Maris!

 

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A chegada

A época do caranguejo acabou. A tripulação cansada, regressa a casa, depois de dois meses de faina intensiva num mar pouco meigo e muito desafiante.

Como é tradição, o capitão do porto recebe cada embarcação, respirando aliviado ao saber que cada membro da tripulação se encontra bem e que não ocorreu nenhum acidente.

O porão vem cheio o suficiente para garantir o sustento de todos, até que comece a época do bacalhau, por isso, vêem-se sorrisos nos rostos, apesar do cansaço.

Apesar de terem chegado, ainda é preciso vazar o porão, fazer limpezas e efectuar algumas reparações, por isso, apesar de terem chegado, não podem descansar para já. O porão será esvaziado assim que atracarem e as restantes tarefas serão realizadas nas próximas semanas. Depois sim, terão alguns dias para descansar e recuperar alguns quilos perdidos. 

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