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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Making of #1

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Por várias vezes percebi que estava a ser observada enquanto tirava as fotografias. Umas vezes há incredulidade, outras um sorriso, outras apenas indiferença.

A verdade é que me dá um gozo muito grande montar os cenários para tirar as fotografias, mas montar o cenário, equilibrar os bonecos e tirar uma boa fotografia nem sempre é fácil.

Depois de ver estas fotos, não consegui deixar de rir. Os bonecos que não se equilibram, o cenário que não fica bem como queremos, a luz que não é a perfeita neste ângulo e finalmente tirar a foto, dão momentos de ginástica curiosos e de posições estranhas, no mínimo.

A primeira deu este post. A segunda, deu esta história, onde esperava ter conseguido captar mais movimento na fotografia, e a última acabei por não a utilizar por não ter gostado do resultado final.

Quetzal e Ariane

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O Quetzal carregava consigo um tesouro arqueológico de grande dimensão, que estava a ser deslocado de um dos ilhéus das Antilhas para o continente, a fim de ser estudado e divulgado.

Tragicamente, não resistiu a uma tempestade violentíssima e afundou-se, com a sua carga preciosa. Reza a lenda que o povo que habitava a pequena ilha de Anguilla foi escravizado por causa do tesouro que possuíam e a que curiosamente davam pouca importância. Muitos dos objectos do dia-a-dia eram de ouro, sendo o garimpo e o trabalho em ouro o seu passatempo preferido. Simplesmente desconheciam o seu verdadeiro valor, pois pouco contactavam com outras civilizações.

Quando o seu tesouro foi descoberto, foi cobiçado e todo o povo de Anguilla foi escravizado. Diz-se que ao perceberem a razão do que estava a acontecer, os homens da tribo amaldiçoaram todo o tesouro e a verdade é que grande parte dele foi perdido nas inúmeras tentativas de o retirar de Anguilla.

O tesouro que restava, encontrava-se em instalações temporárias, que se tornaram definitivas. O seu estado era decrépito e o número de visitantes extremamente reduzido. A maior parte estava catalogada, mas o isolamento do local nunca permitira estudos aprofundados.

O Quetzal tinha por missão a retirada do restante tesouro da ilha. Os organizadores desta missão não acreditavam nem queriam saber de maldições, mas simplesmente tudo correu mal.

Entra agora em acção o Arianne II, um submarino arqueológico, que já mergulhou nas águas mais profundas, escuras e estranhas desde planeta, para recuperar o tesouro agora perdido.

Que a sua sorte seja melhor que a do Quetzal!

Os vencedores da regata

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Foi a mãe que empurrou a Natália e o Jorge para a vela. Cansada de os ter sempre agarrados às pernas dela e de que só molhassem os dedos dos pés nas férias de Verão passadas na praia, arrancou-os da cama num Domingo de manhã depois da escola começar e largou-os na mão do Pedro, o instrutor.

A partir daí, os Domingos foram uma luta: eles, que não queriam ir e a mãe sempre a insistir que sim. Até ao dia em que num dia de vento particularmente difícil os irmãos tiveram que se desenrascar enquanto o Pedro dava uma ajuda a outra embarcação que entretanto virara.

Os irmãos primeiro ficaram meio aterrados, mas a verdade é que começaram a pôr em prática o que sabiam e as coisas correram tão bem, que ainda ajudaram outros companheiros. O Pedro percebeu nesse dia que talvez os irmãos tivessem um futuro promissor e foi exigindo mais um bocadinho deles.

Hoje, os irmãos venceram a "Regata da Baía". Receberam o troféu das mãos do Capitão do Porto e a mãe estava na primeira fila a tirar a fotografia.

Bosque encantado

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Dizem que o bosque está encantado.

Conta-se que era aqui que a princesa Hannah se encontrava com Aragorn, o escudeiro que cuidava do seu corcel, e que o seu amor teria crescido de forma tão profunda como as raízes das suas árvores frondosas.

Certo dia, numa batalha desigual contra um grupo de salteadores, Aragorn perecera e Hannah passou a passear no bosque sozinha e triste. Sentindo falta daquele amor puro, feliz e transparente, o bosque tornou-se mais sombrio e as folhas das árvores adquiriram uma tonalidade mais escura.

Após a sua morte, Hannah foi aqui sepultada e desde essa dia que o bosque passou a reagir à passagem de casais enamorados. Sempre que sob os seus ramos passeavam corações apaixonados e que o seu riso preenchia o ar, o bosque tornava-se mais claro, as flores desabrochavam exibindo com orgulho as suas cores e os animais despertavam da sua letargia e dançavam por aqui e por ali, gozando desta mudança.

Por isso dizem que o bosque está encantado. Porque os apaixonados saiem dali de coração cheio de amor renovado. Dizem que a princesa Hannah é a fada do bosque.

Tobias, o tubarão

- Vasco Manuel, não te aproximes. Apesar de ferido e exausto o bicho pode magoar-te!

- Que disparate Raquel. Não vês que ele está encalhado na areia? Mal se consegue mexer!

 

- Pobre tubarão. Temos que o ajudar. Mas primeiro temos que lhe arranjar um nome...

- Ai estas raparigas. Eu e o Pedro vamos para ali e puxamos-lhe a barbatana lá de trás. Tu e a Rita empurram-no ali de lado.

- Já sei! Tobias! Vamos lá Tobias, não te vamos fazer mal. Fecha lá essa bocarra e pára de nos mostrar os dentes. Só te queremos pôr de novo a navegar.

 

Alguns esforços conjugados depois, os miúdos lá desencalharam o Tobias e este lá foi sarar as feridas em águas mais profundas.

 

 

Escolta real #2

À saída do castelo do reino vizinho, os corações de todos batem ainda descompassadamente, mas a sua missão foi cumprida!

 

As negociações fora difíceis. A tarde fora longa e a noite deixou todos exaustos pois foi preciso delinear um plano de contra-ataque, secreto como mais nenhum, pois só assim poderá ser levado a bom porto. 

 

O dia amanhecera claro, prenúncio de um êxito que se espera vir a ser concretizado. A caminho de casa, a escolta real segue agora um pouco mais leve, pois conseguiram mais uma vez manter a paz entre os reinos!

 

A Rocha Vermelha

A Rocha Vermelha tem amelhor vista de todo o parque nacional de Playmobil.

Na região todos conhecem a história de como a grande pedra ficou assim, vermelha:

 

Há muito muito tempo atrás, no principio do mundo, o último dos dragões era perseguido incessantemente pelas suas valiosas escamas. Elas não eram só um precioso troféu, como curavam doenças e serviam de moeda de troca nos negócios mais arrojados.

Nesse tempo, o Homem era muito ganancioso e perseguiu até à extinção esta espécie, em busca de glória e sobretudo riqueza.

 

O último dos dragões vivia em fuga constante, até que depois de uma luta particularmente violenta decidiu não parar de voar, até que as suas asas já não aguentasem mais o peso do seu robusto corpo. Foi assim que o último dragão descobriu esta grande rocha e nela pousou, admirando a magnífica paisagem que dali se avistava. 

 

Exausto, enroscou-se e ficou por ali a contemplar o local até que acabou por adormecer, feliz de certa maneira, por ter encontrado tão belo lugar. Não mais acordou, pois sem perceber, uma seta perfurara por debaixo da sua asa, no seu ponto mais vulnerável e por ali perdera grande parte do seu sangue enquanto dormia e a rocha tingiu-se de vermelho. 

 

Passariam muitos sóis e muitas luas, até que a carcaça do último dragão fosse quebrada pelo vento, levada pela chuva e engolida pela terra. Mas a rocha ficaria para sempre vermelha.

 

A cria

Nasceu uma cria de urso no Parque Nacional de Playmobil!

 

A mãe, Pata-Negra, conhece cada recanto do parque e mostra-os agora à pequena cria.

Uma pequena clareira junta ao rio, é um dos locais preferidos da mãe ursa, pois sabe que frequentemente tem ali à sua espera uma guloseima dada pelo Fred, o guarda-florestal do parque.

 

Hoje, é a primeira vez que Pata-Negra traz aqui a sua filhota, que logo se aproxima de Fred, curiosa.

Enquanto se deixa farejar, Fred aproveita para verificar se a cria está bem de saúde e nesse processo, surge-lhe de imediato um nome para ela: Pata-Tenra!

 

 

Na savana

Grandes e pequenos animais da savana encontram-se reunidos na Rocha do Conselho.

Foram convocados pela Leoa Branca pois há uma comunicação importante a fazer: o Homem libertou no território um elefante criado desde pequeno num refúgio para animais. 

 

Todos se lembram do dia em que mataram a matriarca da manada dos elefantes para lhe arrancarem os dentes e como durante dias a fio o seu pequeno filhote deambulou por ali chorando a sua morte e pedindo ajuda. Até que um dia deixaram de o ver e todos imaginaram que tivesse morrido.

 

O pequenote tinha sido recolhido exausto e faminto e criado num refúgio de elefantes, longe dali e agora regressava a casa já um elefante feito. 

Mas já não há elefantes no território. Há muito que abandonaram estas paragens, dizimados por causa do marfim. Assustados pela perseguição do Homem, partiram em busca de melhor refúgio.

 

Caberá agora a cada animal da savana, grande ou pequeno, que voe ou que rasteje, ensiná-lo a viver no território e a ser um verdadeiro elefante.

Quem sabe, se dentro de pouco tempo terão de novo uma manada na savana?

 

 

O Clube da Praia

O Clube da Praia reúne amigos da rua e desenvolve as suas actividades maioritariamente na praia. A verdade é que efectivamente, os seus membros se encontram em qualquer sítio, sempre que mais do que um deles seja libertados dos afazeres domésticos e escolares e saia porta fora, tocando desenfreadamente à campanhia dos restantes membros, na procura de quórum.

 

As aventuras vividas em conjunto são inúmeras e estabelecem laços de amizade bem vincados, fornecem uma coloração avermelhada (mas saudável) nos rostos dos miúdos e produzem uma fome de tal maneira, que não há pão com manteiga e leite com nesquick que lhe resista.

 

- Aposto que são as muralhas de uma antiga fortaleza pirata! Se continuarmos a escavar, talvez encontremos umas moedas de ouro...

- Eu acho que isto são os restos de uma prisão, onde eram encarcerados os presos mais perigosos. Vamos procurar marcasa secretas nas paredes... Era assim que os presos comunicavam uns com os outros, sabiam?