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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Irei onde fores

A pequena Bia nasceu há dias. Bate-lhe no pequeno peito um coração livre: mal se tinha nas pequenas patas e já explorava os limites do território. Com pequenas marradas a mãe tentava em vão mantê-la em segurança, mas a Bia teimava em afastar-se mais e mais. 

Foi dos elementos mais novos do rebanho a seguir a sua mãe para o pasto, e quando outros pequenotes ganhavam ainda confiança para trepar, já ela partilhava com a sua mãe a erva mais fresca dos topos mais elevados.

A pequena Bia é destemida, mas são os passos seguros e experientes da sua mãe que lhe indicam o caminho. É ela que lhe mostra em que pedras pode confiar e qual o melhor acesso à erva mais suculenta. A cabrita confia na sua mãe. De olhitos postos nela, trepa com a certeza de que o amor de mãe a protegerá para sempre. A mãe incentiva-a, chamando-a quando esta fica para trás atrapalhada, nalgum troço mais complicado. Por vezes volta a trás uns passos, para que a Bia possa ver como ultrapassar certos obstáculos. E ela lá vai superando cada escolho e conquistando cada topo mais difícil que o anterior. E as duas berram contentes com cada uma destas conquistas!

 

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Centro Hípico Sela Dourada

A Maria, a Matilde ea Mariana são três amigas que cresceram pelos corredores do Centro Hípico Sela Dourada. Por ali aprenderam a montar, a tratar dos cavalos e a deixar os arreios num brinco. Aprenderam dressage, a saltar e até competiram no circuito nacional. Aqui tiveram a sua primeira paixão pelo equitador, pelo filho do dono do centro e pelo rapaz que tratava dos estábulos dos animais, respectivamente. 
Apesar dos rumos diferentes que cada uma seguiu, a Maria engenharia, a Matilde arqueologia e a Mariana empresária por conta própria, continuam a reservar o último sábado de cada mês para passarem o dia no Centro e não dispensam um passeio matinal para colocar a conversa em dia.
Apesar de atarefadas, a amizade entre elas e pelos animais persiste e permanecerá para a geração seguinte, pois os gémeos Miguel e Rafael e a Alice, filhos da Maria e da Matilde respectivamente, são já clientes assíduos do Sela Dourada.

Alazão

O Alazão chegou à quinta há pouco tempo e ainda mal se habituou à sua nova casa.
 
Por outro lado, o Pedrocas já estabeleceu uma rotina que não dispensa: diariamente tem-se levantado sem queixumes ou pieguices e antes de ir tomar o seu pequeno-almoço, leva uma suculenta cenoura ao Alazão.
No final do dia, depois do trabalhos de casa feitos, novamente sem queixumes ou pieguices, passeia com o Alazão pela arreata no picadeiro da quinta. 
 
E tanta disciplina tem resultado: o Alazão já reconhece e confia no pequeno amigo.
Crescerão juntos e serão companheiros de vida.
 

Dia da Terra

A "terra" é o lugar de encontro da família e para os mais novos, rever os primos é sempre uma festa.

 

Na "terra" andam descalços e bebem água da fonte. Passam o dia e parte da noite na rua. Vão a casa para comer e dormir. A televisão é esquecida, e as bicicletas desfazem-se de tanto uso. Na "terra" as roupas de marca ficam arrumadas nos sacos de viagem e quaisquer calças cortadas em calções servem para entrar ribeira adentro à procura de rãs. Na "terra" chega-se a casa sujo, roto e com arranhões, mas com um enorme sorriso na cara.

 

Na "terra" partilham-se refeições, jogos e traquinices. Aprende-se a resolver zangas, a ouvir os outros e a encontrar consensos.

Na "terra" cresce-se um bocadinho todos os dias, em altura e no coração.

 

 

ps: sim, o dia da terra foi ontem, mas aqui fica a devida homenagem com um dia de atraso

A paixão da Família Nóbrega

Já vem de longe a paixão que os Nóbrega têm pelos cavalos. No currículo da família contam-se ínumeras participações em provas de saltos, dressage, gincanas e endurance, assim como são vários os seus exemplares que conquistaram títulos, pela excelência da reprodução.

 

Toda a família está envolvida neste projecto e nem os mais pequenos escapam. Desde bébés que respiram o ar das cavalariças e crescem muito próximo destes belos animais. Quando chega a sua vez de aprender a montar, tudo acontece com naturalidade e sem medos.

 

Actualmente possuem um conjunto campeão em endurance: A Ana e o Rofty.

A Puca, é a égua reprodutora que tem dado à luz os melhores equídeos.

 

Os primeiros dias de Primavera são magníficos para algumas limpezas e remodelações. As cavalariças vão ser renovadas e os animais vão ter uma casa totalmente renovada.

 

O passeio

O dia está perfeito para um passeio a cavalo.

O bosque está repleto de flores e todas as plantas se esticam para receber a luz do sol. As árvores abrigam nos seus ramos inúmeras aves, que se saracoteiam por ali, ora tomando banho, ora esfregando-se na areia junto ao rio para expulsar um ou outro piolhito. Um rouxinol que assobiava afinadamente esvoaça à passagem dos cavalos.

Nico e Rusty trotam livremente pelo caminho junto ao rio e aqui e ali chapinham pelas margens. Sabem bem os salpicos refrescantes que atingem as cavaleiras.

Não tarda nada, encontrarão uma pequena clareira ideal para deixar as montadas banquetearem-se com erva fresca enquanto dão um pequeno passeio a pé.

É de facto um dia perfeito!

 

 

A Negra

Arraçada de Labrador, mas com um instinto desmesurado para a caça, a Negra é companheira inseparável do Martim, numas boas caminhadas. Mal se distanciam o suficiente da aldeia, em que os ruídos do campo se sobrepõem aos da vida quotidiana da aldeia, a Negra saracoteia-se de tal forma, sinal de que é altura de a soltar.

 

E é então que ela desaparece pelos campos fora, perdida de excitação com tanto cheiro tão intenso. Por vezes o Martim perde-a de vista, ouvindo apenas por ali perto um certo restolhar, que imagina ser dela. Um dia trouxe-lhe na boca um pequeno rato do campo e noutro dia um pequeno coelho. É uma verdadeira caçadora!

 

A última vez que foram passear a Negra parecia relutante em sair da aldeia, parou inúmeras vezes no caminho, olhanado para trás com um olhar inquieto e deixava-se ficar para trás propositadamente. Certo de que algo não estava bem, o Martim encurtou o seu caminho e regressou a casa. A Negra desapareceu assim que entrou em casa e como não voltou a apareceu entretanto, o Martim foi procurá-la. Foi encontrá-la bem no fundo da sua casota para onde tinha arrastado 2 toalhas da casa de banho, olhando com ternura para duas pequenas bolas de pêlo acabadinhas de nascer!

 

Hoje os pequenitos dão o seu primeiro passeio fora da casota, vigiados atentamente pela Negra. 

 

 

A entrega matinal

- Bom dia Senhora, aqui está o seu leite fresquinho!

- Obrigada Gabriel. tenho ali uns biscoitos, acabadinhos de sair do forno. Vou buscar uns para ti e uma cenoura para o pónei.

- Ah, muito obrigado Senhora. Acho que o Castanho já sabe que daqui leva sempre uma guloseima, assim que avista a sua casa é vê-lo a trotar por aí fora!

...

- Ora aqui estão os teus biscoitos e a cenoura para o Castanho. A Beatriz pergunta se mais logo, vais com ela ao moinho. Pedi-lhe para me ir buscar 5 medidas de farinha e ela pergunta se lhe fazes companhia.

- Oh mas claro que sim. Não poderia recusar um convite da Bea...

- Vá, não é preciso corares. E é melhor fazeres-te ai caminho, senão não acabas a distribuição a tempo!

 

Crias

Há 1 mês a Castanha teve os suas primeiras crias. Sem dúvida que uma delas saiu ao pai, o Floco de Neve!

 

O Quincas acha-as uma delícia e todos os dias, antes de ir para o parque andar de patins com os amigos, passa pela coelheira e oferece-lhes umas folhas de couve bem fresquinhas e tenras.

 

Anda já a pensar no projecto de biologia que o professor pediu na escola: vai estudar o crescimento das duas crias, sendo que uma será alimentada apenas com ração e outra com produtos frescos da própria horta. Pretende provar que a carne da cria alimentada com produtos frescos se tornará mais saborosa. Ah e claro, no recreio da escola fará apostas com os amigos para ver qual das duas crescerá mais depressa!

 

Será que o Quincas vai ser engenheiro agrónomo, biólogo ou corretor de apostas?

 

Futuros cavaleiros

O Martim e a Mara querem ser cavaleiros quando forem mais crescidos. Querem ser os melhores amigos dos seus cavalos e passar dias inteiros a cavalgar com eles. Querem ser eles a escová-los e a pentear-lhes a crina e a dar-lhes um bom banho depois de cada passeio.

 

Sonham com cavalos, passam o dia a desenhar cavalos na escola e brincam o resto do tempo aos cavaleiros, aos índios, aos cowboys. Qualquer coisa que tenha cavalos é uma óptima brincadeira para eles.

 

Hoje é a sua primeira aula de equitação. Estão a experimentar os póneis, para ver como se portam e se não têm medo. O Joel, o equitador, gosta da maneira como eles se mantém em cima do pónei e de como estão atentos ao que ele diz.

 

Não admira nada que daqui a pouco tempo o Martim e a Mara já estejam a galopar em cima de um cavalinho!