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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Sucesso!

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Jane dá saltos de contente com o produto do último roubo. Por uma vez na vida, o Ben e o Frank cumpriram detalhadamente o plano que ela delineara e o resultado está à vista: jóias para ela, dinheiro vivo para eles. Todos saíram a ganhar.

Diga-se de passagem que o cérebro das operações sempre foi Jane. É ela que escolhe os alvos e os estuda. É ela que traça os planos, que pensa nos detalhes e pormenores.

O Ben e o Frank são os executores, não vale a pena pedir-lhes mais do que isso. Força bruta é com eles e por isso já tantas vezes arruinaram inúmeros planos, porque não cumpriram todos os detalhes definidos por Jane.

Mas desta vez o êxito foi total: eles renderam-se e submeteram-se por fim à vontade de Jane, obedecendo-lhe em tudo. Ela conduziu-os de perto, com mão de ferro, esbofeteando-os até, sempre que se enganavam a repetir o plano definido.

Hoje os olhos de Jane brilham de triunfo e até se deu ao luxo de beijar cada um dos seus companheiros, a quem despreza, surpreendida pelo seu sucesso.

Um bom esconderijo

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Há muito que a velha mina é explorada por muitos e muitos garimpeiros. Os seus principais filões estão esgotados e é necessário procurar cada vez mais fundo por novas bolsas de metais preciosos.

As explosões são cada vez mais frequentes, mas também mais cavernosas, uma vez que as novas galerias são também cada vez mais profundas.

A mina já não tem o mesmo fulgor do príncípio. Há ferramentas abandonadas, vagões cobertos de ferrugem, os caminhos já não estão delimitados. A sala de convívio tem os vidros partidos e encheu-se de pó. Os poucos que aqui trabalham fazem o que têm a fazer e regressam a casa. Já ninguém tem prazer em ficar mais um pouco. A velha mina foi esventrada e explorada, está gasta.

Vai no entanto suscitando interesse dos fora-da-lei, que encontram aqui um abrigo para as suas conspirações e planos, longe de olhares justiceiros.Embalados pelo rum ou pela cerveja, os fora-da-lei, planeiam, arquitetam, definem e discutem mil e um planos para, de forma ilícita enriquecerem. A maior parte das vezes, voltam para casa com uma ressaca enorme e os bolsos ainda mais vazios.

Em guerra?!?

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Os homens da tribo estão num alvoroço. Dizem que o Homem Branco se aproxima cada vez mais dos seus territórios. Os mustangs e os búfalos mudaram os seus percursos habituais desviando-se dos seus locais habituais. São chacinados e mal tratados. Sabem já por instinto que devem fugir.

O território da tribo ainda não está ameaçado. A desolação da montanha nas estações mais extremas (Verão e Inverno) demove muitos de chegar ali. Mas uma coisa é certa, é sabido que tentarão chegar e entretanto há que ajudar as tribos cujos territórios sofrem já ameaças bem mais sérias.

Todas as armas da tribo foram recolhidas. Estão a ser afiadas, reconstruídas, reparadas. Estão a ser contabilizadas e já há gente encarregue de produzir novas.

Os índios mais jovens estão a ser iniciados na arte da guerra. A esconderem-se no mato, a criar emboscadas, a sobreviver e claro, a manusear todas as armas.

Há alguma tensão, mas por enquanto, é clara a certeza de que o Homem Branco não vencerá.

O totem novo

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 Kayke tem em mãos uma tarefa árdua: daqui a alguns dias celebrar-se-á a festa das nove luas e a tribo ainda não tem totem, fruto de um fogo florestal que deflagrou e que inclusivamente destruiu parte do acampamento.

A tribo depositou em Kayke a responsabilidade de talhar um novo totem, reconhecendo a sua tremenda habilidade. É uma honra do mais alto nível e ele não quer defraudar as expectativas de todos.

Primeiro foi preciso encontrar a árvore certa: o tamanho em primeiro lugar e em segundo a maciez da madeira, para se poder trabalhar.

Encontrada a àrvore, foi preciso consultar os anciãos e escolher com eles os símbolos a entalhar, representativos da história da tribo: o grande chefe Águia Silenciosa, que arrancou escalpes em grande número e que defendeu os territórios da tribo desde tenra idade, o feiticeiro Raoni que salvou a tribo de uma doença particularmente mortífera e claro Anahí, a índia mais bela e que originara a maior descendência da tribo, entre tantos outros feitos.

O trabalho corre bem a Kayke. Está certo que completará a sua tarefa e que a tribo erguerá novamente o seu totem na noite de lua cheia do festival das nove luas.

Apanhado!

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O plano era infalível. Estavam todos a postos e tudo o que era necessário fora conseguido: a dinamite, as armas, os cavalos, as notas falsas e até o clorofórmio para pôr a dormir qualquer interveniente desnecessário.

O plano era simples: o comboio teria necessariamente que abrandar junto à velha mina, cuja linha estava em obras. Nessa altura Wyatt, saltaria para dentro da carruagem e trataria de colocar a dormir os dois soldados que muito provavelmente já o estariam a fazer devido à bebedeira promovida pelos seus cúmplices antes da partida do comboio. À chegada ao desfiladeiro, Billy e Ringo fariam explodir parcialmente os carris, para que a coisa parecesse apenas um acidente e ajudariam Wyatt a neutralizar o maquinista. Fariam explodir o cofre que transportava o dinheiro e substituiriam as notas novinhas em folha, pelas notas falsas. E escapariam facilmente.

O plano falhou. A perseverança do xerife Wayne que perseguiu Wyatt e o seu bando até os apanhar com a mão na massa, impediu que o plano infalível e simples fosse avante. A esta hora, os calabouços do xerife já têm novos inquilinos.

Garimpar a dobrar

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Nohell e Niall são gémeos e garimpeiros de 3ª geração! Sim, é verdade há já 3 gerações que a família gera gémeos garimpeiros. É uma paixão por uma vida inigualável, que parece ser genética.

Os gémeos passam a maior parte do ano deambulando entre a pradaria e as montanhas. Não receiam o frio ou a chuva e gabam-se se ser capazes de fazer fogo debaixo do maior temporal. Por norma bastam-se a si próprios e apenas recorrem à cidade no Natal.

Nessa altura são clientes assíduos do sallooon. Enchem a barriga de cerveja e dormem nos braços de uma mulher diferente todas as noites. Renovam guarda-roupa se necessário, cortam cabelos e aparam as barbas que cresceram rebeldes o resto do ano e adquirem alguns utensílios e ferramentas para o garimpo.

É nesta altura que vendem o produto do seu trabalho. Dirigem-se ao banco e é certo e sabido que a diligência com o cofre chega no dia seguinte para seguir recheada para a grande cidade. Sabem ser cordiais com todos. A sua fama junto das mulheres é lendária, mas tornam-se irrascíveis quando se trata do seu garimpo. Por isso nunca foram assaltados. Os poucos que tentaram, desapareceram misteriosamente e aos poucos a sua reputação tornou-se suficiente para desencorajar os tolos mais afoitos.

Terminando essa época, regressam à sua vida solitária que amam acima de tudo: mergulhar os pés descalços no rio até a pele engelhar, adormecer ao som da tagarelice das corujas, conhecer como a palma das mãos o movimento do sol, a ponto de saber com rigor as horas e sorrir profundamente quando os ursos da floresta já os conhecem tão bem que passam pelo acampamento deles sem medo.

Em fuga

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O suor escorre-lhe pelas costas. A respiração é ofegante e o coração bate descompassado e acelerado. Os músculos das pernas estão tensos como arame. As mãos agarram firmemente as rédeas. O olhar vigilante procura em cada trilho uma hipótese de fuga.

Atrás dele, os capangas do xerife procuram-no para o levar directamente para a forca. Num assalto mal preparado à dillgência, viu-se obrigado a matar à queima-roupa e traiçoeiramente, o condutor da mesma.

Há três dias que foge. Pouco ou nada tem comido. Resta-lhe saciar a sede em cada riacho que atravessa. A sua montada está no limite das suas forças. Tem as orelhas baixas e as patas tremem ante o esforço que lhe foi exigido. As narinas estão dilatadas e custa-lhe recuperar o fôlego.

Para piorar as coisas, acabaram de entrar em território índio. Já se ouvem os seus batuques e tambores e sente-se o cheiro de carne a assar. Provavelmente acabaram de matar um búfalo e estão a aproveitar cada bocadinho do animal, num ritual ancestral, que mistura sacrifío com agradecimento, aos espíritos que lhes permitem sobreviver.

Se não redobrar a atenção, o mais provável é ser caçado por algum sentinela índio. Entre a forca ou ficar sem o escalpe, os cenários disponíveis são pouco amigáveis...

Oeste Selvagem

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As gravações da nova novela do horário nobre decorrem a bom ritmo. Trata-se de uma novela de época, cujo enredo à partida simples, se vai complicando à medida que os episódios vão decorrendo, fórmula que resulta sempre.

Hoje as gravações decorrem ao pôr-do-sol, num momento em que Valter sucumbe mais uma vez aos encantos da bela e igualmente maquiavélica Laura. Fora-da-lei desde os 15 anos para fugir a um pai violento, Laura utiliza a sua beleza para seduzir e aliviar as carteias das suas conquistas.

Aparentemente Valter não lhe interessaria, pois o salário de um soldado é miserável, mas a sua companhia irá escoltar o transporte do próximo carregamento de ouro e diamantes da Mina do Índio e Laura está convencida de que será capaz de convencer o pobre rapaz a ficar com um ou dois diamantes. Será?

Encantador de cavalos

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É assim todas as primaveras. Tod carrega Sue, a mula do rancho com alguns itens essenciais e parte com a cavalaria em busca de pastagens verdes e frescas, para recuperarem do marasmo do Inverno.

São dias de isolamento, mas de uma perfeita fusão com a natureza, em que são respeitados os ritmos dos animais e da Terra.

Tod tem em si um fundo de ermita e não esconde que adora estas semanas que passa fora de casa, com o céu estrelado por tecto e que depende da generosidade da natureza (e da sua habilidade) para se alimentar e manter quente. É um desafio constante que o faz superar-se a si próprio e regressa a casa um pouco mais paciente, depois das aventuras que vive.

Os animais conhecem-lhe já os hábitos e confiam na sua habilidade para lhes encontrar a erva mais suculenta e a água mais fresca. E a verdade é que todos são particularmente felizes nestas semanas.

Zé Patilhas

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O plano foi seguido à risca: Zé Patilhas namorou semanas com a Menina Lu, funcionária do banco. Conquistou-a com palavras segredadas ao ouvido, enquanto comiam sorvete na quermesse da igreja. E a ideia era que ela o deixasse entrar certo dia no banco, já após o fecho. E ela deixou, tal como previsto. Apercebeu-se tarde, do seu erro, já quando Zé Patilhas abalava com o saco do dinheiro que deveria seguir para a cidade grande na diligência da manhã seguinte.

Zé Patilhas contava que a Menina Lu, envergonhada com a situação se remetesse ao silêncio e não o denunciasse. Enganou-se. A Menina Lu, reagiu com a calma daqueles a quem ferem de morte o coração. Seguiu-o astutamente, o suficiente para lhe conhecer o esconderijo e regressou para tudo expor ao xerife.

Dificilmente Zé Patilhas escapará desta. A velha mina, apesar de ser um bom esconderijo, tem apenas uma saída. E é o xerife que a guarda. O Xerife e a Menina Lu, que exibe ao peito um distintivo de ajudante de xerife temporário.