Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Fado

 

IMG_20170214_175849

Calou-se o meu coração

Ferido de saudade

Memórias que doem

Um fogo que se apagou, na verdade

 

Fica comigo gritam meus olhos

Mas soltas amarras e partes de mim

Leva-te para longe o vento

E a chuva invade-me assim

 

De mansinho chega a noite

Meu corpo pede que embarques no meu

Que me embales em ti

A contemplar a lua que nasceu

 

Mão estendida

Rosto ferido

Abraço vazio

Sorriso perdido

 

Calou-se o meu coração

Ferido de saudade

Memórias que doem

Um fogo que se apagou, na verdade

 

Perdida da floresta

 IMG_20170214_160317

A casa de Karine fica mesmo na orla da velha floresta. É a última casa da aldeia, onde ainda habita alguém e parece que a qualquer momento vai ser engolida pelos ramos dos abetos frondosos ou submersa pela erva que desponta com vigor após cada chuvada primaveril.

Desde pequenita que Karine brinca por ali, embrenhando-se cada vez mais profundamente na floresta à medida que foi crescendo. Karine sabe dizer pelo som que o vento faz nos ramos das grande árvores se virá chuva da grossa, ou apenas alguns salpicos. O canto dos pássaros avisa-a quando chegará o calor ou o frio, consoante a estação do ano. Karine consegue sentir o fim do Inverno pela vibração que sente através dos pés descalços, quando toda a floresta se espreguiça, desperta e retoma a vida para receber a Primavera.

A floresta não tem trilhos definidos. Karine dispensa-os, pois reconhece cada árvore, sabe onde estão os esconderijos dos ursos que ali vivem e as tocas de quase todas as raposas. Sabe a posição de cada rochedo e onde correm os regatos mais bonitos.

A floresta reconhece-a quando Karine por lá passeia cantarolando baixinho, fazendo-lhe cócegas com aqueles pés descalços saltitando por aqui e por ali. A floresta deixa-se assim percorrer e que Karine desvende os seus segredos. Como naquele dia em que a pequena adormeceu exausta num recanto abrigado e acordou com o nariz molhado de um unicórnio na face, avisando-a que em breve trovejaria e que seria melhor ela voltar para casa.

São Valentim what else?

 

IMG_20170213_205407

Perguntaram-me um dia destes se acreditava no amor. Respondi sem hesitar que sim. Mas depois tive que pensar. Porque sei que há histórias de amor que não têm finais felizes e que nem todas as pessoas são felizes. Tive que me questionar se estes factos me faziam deixar de acreditar...

A mim o Cupido sempre me pareceu meio tonto e um tanto ou quanto demente para acertar como deve de ser com aquelas pequenas flechas (pequenas demais para serem levadas a sério, na minha opinião) e tornar corações saturados de rotinas e de quotidianos difíceis, em corações apaixonados. Tanta lamechice só lhe pode toldar a visão e por isso, começo a achar, que falta a pontaria ao pequeno ser, não tão poucas vezes quanto isso.

E as histórias de amor ficam assim, incompletas. Os supostos apaixonados ficam meio abananados, sem saber o que fazer, trocando a espada com que deveriam lutar pela sua dama, por incertezas. Elas, as supostas apaixonadas ficam consumidas pelas dúvidas e sem forças para lutar com as incertezas alheias. Ambos com o coração atingido por aquelas pequenas setas, cujas feridas ali permanecem, mas incapazes de viver o amor.

Algumas vezes porém o rapazito das asas lá acerta e há quem viva verdadeiros contos de fadas. Felizardos esses! Conheço poucos, mas os suficientes para acreditar no amor. Passei foi a ter a certeza de que o amor não é para todos.

- Mariiia, ó Mariiiiaaaa! Onde é que o raça da mulher se enfiou? Já está a falar sozinha... Parvoíces por certo!! As cabras precisam de ser ordenhadas, o pão está por fazer e o meu almoço nem vê-lo!! Ela que ve venha cá falar que temos que tornar a nossa vida especial que eu perco as estribeiras! Oh lá se perco!

Sailors

IMG_2890

Pela mão do avô pisaram pela primeira vez descalços as pedras húmidas do cais. Foi a voz ríspida do avô que os ensinou a caçar as velas e a ter atenção à retranca sempre que a embarcação mudava de direção. Foi a paixão do avô pelo mar que se infiltrou em cada pedaço do seu corpo e os fez dizer desde pequeninos, que queriam ser marinheiros. Foi o olhar apaixonado do avô que lhes mostrou a beleza do mar, fosse dia de sol ou de temporal. Em bebés, muitas foram as noites em que só o avô os conseguia adormecer quando enroscados uns nos outros, no fundo do barco, eram embalados pelas ondas do mar. 

Hoje terminaram o seu curso na Escola Naval, ambos com a melhor nota da sua turma. Hoje são marinheiros e estão prestes a viver a sua vida como sempre quiseram: a balouçar nas ondas do mar.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D