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PLAYMOBLOG

Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Mais uma caixa azul #3

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A minha pequenita diz que quer ser bombeira. E vai daí que, no Natal, a família se juntou e eis que a casa se encheu de bombeiros!

Felicidade da mãe a montar os sets (ela ainda só encaixa as peças maiores) e felicidade da filha a brincar com eles depois!

Um bom esconderijo

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Há muito que a velha mina é explorada por muitos e muitos garimpeiros. Os seus principais filões estão esgotados e é necessário procurar cada vez mais fundo por novas bolsas de metais preciosos.

As explosões são cada vez mais frequentes, mas também mais cavernosas, uma vez que as novas galerias são também cada vez mais profundas.

A mina já não tem o mesmo fulgor do príncípio. Há ferramentas abandonadas, vagões cobertos de ferrugem, os caminhos já não estão delimitados. A sala de convívio tem os vidros partidos e encheu-se de pó. Os poucos que aqui trabalham fazem o que têm a fazer e regressam a casa. Já ninguém tem prazer em ficar mais um pouco. A velha mina foi esventrada e explorada, está gasta.

Vai no entanto suscitando interesse dos fora-da-lei, que encontram aqui um abrigo para as suas conspirações e planos, longe de olhares justiceiros.Embalados pelo rum ou pela cerveja, os fora-da-lei, planeiam, arquitetam, definem e discutem mil e um planos para, de forma ilícita enriquecerem. A maior parte das vezes, voltam para casa com uma ressaca enorme e os bolsos ainda mais vazios.

Akilah e Khalidah

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Já lá vão muitos anos desde que Akilah e Khalidah percorriam as ruas do mercado em liberdade: pés descalços e cabelos ao vento, brincando e jogando enquanto as suas mães faziam as compras.

Mais tarde, já adolescentes, ainda livres sentavam-se junto ao poço e dissertavam sobre que tipo de homem lhe calharia em sorte.

Khalidah sonhava com um príncipe que chegaria numa das caravanas e que a levaria a percorrer o mundo. Também costumava dizer que só casaria, se fosse capaz de ver o futuro nos olhos do rapaz. Recusava-se terminantemente a casar só porque a família assim o determinasse. Fugiria, se assim fosse, dizia ela.

Akilah, de carácter mais submisso, sonhava apenas com um homem bom e que a tratasse bem.

Hoje, Khalidah percorre o país a vender produtos vários. O sonho do príncipe já lá vai distante. Pelo menos ela e o marido têm o mesmo sonho: que a sua filha cresça, educada e informada e sobretudo livre de imposições fundamentalistas. Os olhos de ambos brilham ao falarem na pequena. E isso é o futuro. Khalidah está feliz.

Por seu lado, Akilah casou com o vizinho que conhece desde sempre e que lhe atirava pedras em garotos. Juntos vivem pacatamente, no oásis, educando os dois filhos para a paz e sobretudo bom senso.

Os encontros mensais no mercado servem para as amigas se reverem e renovar os laços de amizade que as unem. Os seus filhos já se conhecem, claro, e hoje são eles que percorrem o mercado em liberdade.

Perigo no mar

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Encharcados e cansados, os pilotos acabam de chegar. Quem vê agora o mar e o céu, não diz que ainda há pouco mais de uma hora, esta gente estava a enfrentar vagas de vários metros de altura e uma chuvada como há muito não se via.

Tiveram por missão, conduzir para dentro da barra um petroleiro que precisa de reparações, e cujo estaleiro se situa à entrada do estuário.

Subir para o navio já foi uma aventura, mas o verdadeiro desafio foi trazer para dentro da barra um navio de dimensões tão grandes com aquele temporal. As condições eram tão adversas e tantas as dificuldades, que por várias vezes quase desistiram.

Demoveu-os o facto de o navio não estar nas melhores condições e de correr sérios riscos de sucumbir, o que seria um grave desastre ambiental.

Decidiram, apesar das dificuldades, levar o navio para dentro da barra, onde estaria um pouco mais abrigado e a salvo de algum desastre.

E foi assim que, com a ajuda dos rebocadores, se esforçaram ao máximo e que conseguiram! A esta hora, o navio já estará a chegar ao estaleiro, onde irá sofrer as intervenções necessárias.

Quanto aos pilotos, vão a caminho do Neptuno, o bar mais conhecido do cais, com mais uma história de gente valente, para contar.

Making of #1

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Por várias vezes percebi que estava a ser observada enquanto tirava as fotografias. Umas vezes há incredulidade, outras um sorriso, outras apenas indiferença.

A verdade é que me dá um gozo muito grande montar os cenários para tirar as fotografias, mas montar o cenário, equilibrar os bonecos e tirar uma boa fotografia nem sempre é fácil.

Depois de ver estas fotos, não consegui deixar de rir. Os bonecos que não se equilibram, o cenário que não fica bem como queremos, a luz que não é a perfeita neste ângulo e finalmente tirar a foto, dão momentos de ginástica curiosos e de posições estranhas, no mínimo.

A primeira deu este post. A segunda, deu esta história, onde esperava ter conseguido captar mais movimento na fotografia, e a última acabei por não a utilizar por não ter gostado do resultado final.

A preparação da corrida

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O dia não podia estar melhor para a equipa ir para dentro de água testar o seu mais recente barco de corrida. Patrocínio novo, equipamentos novos, motivação no alto e as melhores condições para correr.

A máquina portou-se lindamente, o piloto deu o melhor de si e a equipa ficou contente com todo o seu trabalho de afinação, reparação e manutenção. Foi um dia em cheio e regressam todos a casa confiantes no seu trabalho.

Resta esperar que para a semana as condições se mantenham e que a equipa ganhe o título que há tantos anos persegue e que agora parece estar tão perto. Vai ser uma semana de nervos à flor da pele a preparar os últimos detalhes. Vai ser um dia de corrida sentido loucamente e que todos esperam de grande felicidade.

O mercado

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Os sons do mercado do oásis ouvem-se à distância. Os gritos das mulheres, ora regateando preços, ora chamando pelas crianças que insistem em fugir do seu olhar protector. Os sons dos muitos animais que o mercado junta: camelos, burros, ovelhas, cabras, que parecem curiosos uns com os outros e não páram de bradar bem alto. 

E os cheiros: do couro, da madeira, do metal, das especiarias, do azeite, do chá e do fumo...

É uma alegria percorrer o mercado que chega ao oásis uma vez por mês e apreciar todos os produtos que ali são apresentados: um novo tecido, um chá mais apurado, jóias mais bonitas que as do mês anterior. 

Juntam-se neste mercado gentes dos arredores. O tagarelar das mulheres é constante sabendo das novidades de perto e de mais além. Junto ao poço o vai-vem é constante para abastecer a caravana que em breve se fará ao caminho para levar o mercado a outras paragens.

Por agora é hora de regatear preços, elogiar cada produto, arrancar cabelos para conseguir o melhor preço e fazer o melhor negócio. 

Quetzal e Ariane

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O Quetzal carregava consigo um tesouro arqueológico de grande dimensão, que estava a ser deslocado de um dos ilhéus das Antilhas para o continente, a fim de ser estudado e divulgado.

Tragicamente, não resistiu a uma tempestade violentíssima e afundou-se, com a sua carga preciosa. Reza a lenda que o povo que habitava a pequena ilha de Anguilla foi escravizado por causa do tesouro que possuíam e a que curiosamente davam pouca importância. Muitos dos objectos do dia-a-dia eram de ouro, sendo o garimpo e o trabalho em ouro o seu passatempo preferido. Simplesmente desconheciam o seu verdadeiro valor, pois pouco contactavam com outras civilizações.

Quando o seu tesouro foi descoberto, foi cobiçado e todo o povo de Anguilla foi escravizado. Diz-se que ao perceberem a razão do que estava a acontecer, os homens da tribo amaldiçoaram todo o tesouro e a verdade é que grande parte dele foi perdido nas inúmeras tentativas de o retirar de Anguilla.

O tesouro que restava, encontrava-se em instalações temporárias, que se tornaram definitivas. O seu estado era decrépito e o número de visitantes extremamente reduzido. A maior parte estava catalogada, mas o isolamento do local nunca permitira estudos aprofundados.

O Quetzal tinha por missão a retirada do restante tesouro da ilha. Os organizadores desta missão não acreditavam nem queriam saber de maldições, mas simplesmente tudo correu mal.

Entra agora em acção o Arianne II, um submarino arqueológico, que já mergulhou nas águas mais profundas, escuras e estranhas desde planeta, para recuperar o tesouro agora perdido.

Que a sua sorte seja melhor que a do Quetzal!

Os vencedores da regata

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Foi a mãe que empurrou a Natália e o Jorge para a vela. Cansada de os ter sempre agarrados às pernas dela e de que só molhassem os dedos dos pés nas férias de Verão passadas na praia, arrancou-os da cama num Domingo de manhã depois da escola começar e largou-os na mão do Pedro, o instrutor.

A partir daí, os Domingos foram uma luta: eles, que não queriam ir e a mãe sempre a insistir que sim. Até ao dia em que num dia de vento particularmente difícil os irmãos tiveram que se desenrascar enquanto o Pedro dava uma ajuda a outra embarcação que entretanto virara.

Os irmãos primeiro ficaram meio aterrados, mas a verdade é que começaram a pôr em prática o que sabiam e as coisas correram tão bem, que ainda ajudaram outros companheiros. O Pedro percebeu nesse dia que talvez os irmãos tivessem um futuro promissor e foi exigindo mais um bocadinho deles.

Hoje, os irmãos venceram a "Regata da Baía". Receberam o troféu das mãos do Capitão do Porto e a mãe estava na primeira fila a tirar a fotografia.