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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

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Estas pequenas figuras foram os heróis da minha infância. Os clicks valeram-me horas de brincadeiras partilhadas com os amigos lá da rua. Estiveram vários anos encaixotados. Hoje são um legado para a minha filha.

Caminho de Santiago

Estava escuro quando a família Matias saiu do albergue para mais um dia a caminho de Compostela.


Há já vários dias que caminham, pelo que a rotina está perfeitamente estabelecida: os dias começam bem cedo, ainda escuro, depois de uma refeição ligeira que dá a todos as forças necessárias para a primeira parte do dia. A meio da manhã, fazem uma paragem mais prolongada, para recuperar forças e reconfortar o estômago que a esta hora já dá sinal. Com um pouco de sorte, foram petiscando umas bolachas que em algumas localidades os residentes partilham com os peregrinos, deixando algumas num pratinho à porta de casa. Depois de mais algumas horas de caminhada, a chegada ao albergue é prenúncio de um descanso bem merecido. E no dia seguinte, começa tudo outra vez.

 

Ninguém se perde pelo caminho. As setas amarelas garantem que todos os peregrinos chegam sãos e salvos a Compostela.

Estas setas, são a principal sinalização do Caminho de Santiago e começaram a ser pintadas em 1980 pelo Padre Elías Valiña Sanpedro, Pároco do Cebreiro, a primeira localidade galega do Caminho Francês. 

 

A famílias Matias encontrou mais uma seta, por isso estão no bom caminho!

 

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